Imaginem que acabámos de subir ao alto de uma montanha com cerca de 4000 m e, para retemperar forças decidimos cozer um ovo e comê-lo. Pois, claro! Colocamos a água a ferver e, tal não é o espanto, a água começa a ferver mais rapidamente que o habitual, mas ao fim dos supostos 15 minutos de cozedura, o ovo continua cru.
Como explicar esta situação?
As camadas mais elevadas da atmosfera são menos densas e aí, o ar é mais rarefeito, logo a pressão atmosférica é menor. À altitude de 4000 m, a pressão atmosférica seria de cerca de 0,6 atm. Sabendo, que não é a ebulição que é responsável pela cozedura do ovo, mas sim a quantidade de calor que ele absorve e que é proporcional à temperatura da água, com este reduzido valor de pressão, a água entra em ebulição a uma temperatura inferior à normal (100ºC). Logo, seriam necessários cerca de 30 minutos para o ovo cozer.
De modo inverso, a grande dificuldade da exploração marítima consiste nas elevadas pressões que se fazem sentir nas águas profundas – a 50m de profundidade, a pressão exterior é de 6 atm, devido à pressão hidrostática. Nestas condições, a respiração de ar de uma botija introduziria 6 vezes mais oxigénio nos pulmões e, consequentemente, conduziria a um envenenamento em O2 e excesso de azoto que funcionaria como um narcótico. Por isso, as botijas contém ar diluído em hélio, que é menos solúvel no sangue – só que altera a voz, "efeito voz do pato Donald".
Pressão Hidrostática
Experiência sobre Pressão Hidrostática
A subida de um mergulhador à superfície também não pode ser muito rápida, porque a diminuição brusca da pressão apresenta dois graves problemas:
- a ruptura dos pulmões devido à rápida expansão do ar neles contido;
- a formação de bolhas de ar no sangue, embolia, devido à referida expansão e à diminuição de solubilidade do ar no sangue, causada pela diminuição da pressão.


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